...poczadas...
Friday, February 10, 2006
Sunday, February 05, 2006
Homem Ficção
As coisas que existem são o que são, mas as que não existem são o que não são, e isso é muito maior. (...) A vida toda está cheia do que não existe e isso é que é difícil. Mesmo naquilo que existe há sempre aquilo que não existe e é só isso que nos interessa. Porque o que importa não é aquilo que se tem, mesmo que se tenha já tudo: o que importa é o que ainda aí procuramos, mesmo que já não haja nada para encontrar. Mas se calhar é só assim que se é homem, o que nos torna a vida um pouco dura. Somos homens não pelo que existe mas pelo que nem sequer pode existir - seremos? Somos homens em ficção, à custa do que não há? - seremos?
Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo'
...e novidades...!! hhheeiiinnmm!!??
... pois e ca estamos mais uma noite, ...e .... sim já há novidades!!
sim, o euro milhões saiu a 3 pessoas, é verdade!! e mais que isso... sim o cavaco tb é o nosso novo presidente da república! mas muito mais que isso é.... que... é preciso investigar!!!
opa k merda!! ourite!
Tuesday, January 10, 2006
Buu!!
Pois cá estamos!! mais uma noite e mais um dia, e tá tudo igual! como de costume!!!
e hoje... coiso... é que continua a não sair nada!!...
Monday, January 02, 2006
A palavra no momento certo
Uma grande parte da infelicidade no mundo tem sido causada por confusão e fracasso de se dizer a palavra certa no momento certo. Uma palavra que não é proferida no momento certo é prejudicial, e tem sido sempre assim. Porque é que uma classe da população deveria ter medo de ser honesta com outra? De que é que têm medo?
Fiodor Dostoievski, in 'Escritos Ocasionais'
Tuesday, December 06, 2005
Friday, October 21, 2005
Os Verdadeiros Burros e os Falsos Loucos
O mais esperto dos homens é aquele que, pelo menos no meu parecer, espontâneamente, uma vez por mês, no mínimo, se chama a si mesmo asno..., coisa que hoje em dia constitui uma raridade inaudita. Outrora dizia-se do burro, pelo menos uma vez por ano, que ele o era, de facto; mas hoje... nada disso. E a tal ponto tudo hoje está mudado que, valha-me Deus!, não há maneira certa de distinguirmos o homem de talento do imbecil. Coisa que, naturalmente, obedece a um propósito. Acabo de me lembrar, a propósito, de uma anedota espanhola. Coisa de dois séculos e meio passados dizia-se em Espanha, quando os Franceses construíram o primeiro manicómio: «Fecharam num lugar à parte todos os seus doidos para nos fazerem acreditar que têm juízo». Os Espanhóis têm razão: quando fechamos os outros num manicómio, pretendemos demonstrar que estamos em nosso perfeito juízo. «X endoideceu...; portanto nós temos o nosso juízo no seu lugar». Não; há tempos já que a conclusão não é lícita.
Fiodor Dostoievski, in 'Diário de um Escritor'
Tuesday, October 11, 2005
a vida de um sonhador...
E vocês sabem o que é um sonhador, cavalheiros? É um pecado personificado, uma tragédia misteriosa, escura e selvagem, com todos os seus horrores frenéticos, catástrofes, devaneios e fins infelizes... um sonhador é sempre um tipo difícil de pessoa porque ele é enormemente imprevisível: umas vezes muito alegre, às vezes muito triste, às vezes rude, noutras muito compreensivo e enternecedor, num momento um egoísta e noutro capaz dos mais honoráveis sentimentos... não é uma vida assim uma tragédia? Não é isto um pecado, um horror? Não é uma caricatura? E não somos todos mais ou menos sonhadores?
Fiodor Dostoievski, in 'Escritos Ocasionais'

